3.2.11
2 de fevereiro de 2011 - parte 2
Distraída, enquanto tudo isso acontecia, ia passando com passos largos e pesados, sem expressão alguma, falando ao celular. Suas pulseiras chacoalhavam... Fazia música urbana com toc-toc dos sapatos e o esfregar das coxas grossas, estava feito o acompanhamento. Como uma letra cotidiana e rotineira com muito sentido.
-Deixe o frango em uma panela grande com água. Não, não precisa colocar no fogo para ir mais rápido, até eu chegar já vai estar descongelado. Quando eu chegar falo com seu pai sobre isso. O que que eu já te disse?
Como se fosse a segunda voz da música, passava descontraido com o celular na orelha.
-Eu disse que quero te ver hoje. Você sabe o quanto quero te encontrar. Conto os minutos para ficar perto de você. Também te amo.
O cachorro magro e sujo saiu correndo, outros três cachorros correram em seguida. Dobraram a esquina. Latidos, uivos, gemidos e um motociclista todo ralado.
Maleta na mão, caneta no bolso da camisa. Currículo na mesa. Não. Saiu e foi até o bar da esquina. A ceveja já não aguentava mais o amendoin. Por mais que via o reflexo no copo amarelado pela cerveja, não se reconhecia. Sumia em si.
-Poderia falar que ela estava certa, isso se não fosse minha mulher De camisa aberta, cabelo com gel, conversava sem parar com o dono do bar. Tomou sua 14ª 'saidera' e saiu.
C.Fox
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2 de fevereiro de 2011
... e de repente tudo a sua volta ficou escuro, um zumbido alto invadiu seus tímpanos. Perdeu a consciência.
- Oi, você voltou, finalmente voltou. Está tudo bem com o senhor?
Não houve resposta, fez que sim com a cabeça, levantou-se e foi embora. Depois de dez ou onze passos percebeu não saber para onde estava indo. Não parou, continuou com o pisar firme. Viu seu reflexo em uma vitrine de movéis usados. Não se reconheceu. Mesmo assim continuou a se olhar enquanto, sem sua vontade, o foco de sua visão mudara de seu rosto desconhecido até uma máquina de escrever Remington.
Encantado com aquele objeto entrou na loja e foi falar com o vendedor.
-Essa é uma Remington legítima, vai levar?
Passou a mão sobre seu teclado, fez que não com a cabeça e saiu.
Do outro lado da cidade um carro em alta velocidade disparava pela avenida, enquanto na calçada as pessoas espantadas olhavam o enorme barulho acompanhado do deslocamento de ar que o carro causava. Apenas uma pessoa não o olhava, ao invés disso olhava atentamente para o céu que mudava de cor. Aquele céu azul agora estava sombrio. Resolveu sair logo dali antes que começasse a chover.
Saiu correndo pela avenida tentando escapar da possivel chuva e sem que se esperasse o carro em alta velocidade a jogou para bem longe dali. Corte na cabeça, tontura e um par de pernas que deixaram de se mover.
C.Fox
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16.12.10
Mais uma lenda urbana
Então Doutor, tudo começou num dia chuvoso de dezembro. Eu e meu marido fomos tirar dinheiro num caixa eletrônico de um mercado que tem perto da minha casa, onde eu costumava fazer isso. Tinha um cara no caixa, cheio de contas pra pagar na mão. Atrás dele tinha mais um sujeito e logo depois éramos nós. Assim que o cara que estava na fila terminou a operação, ele pegou o celular e fez uma ligação, bem ali por perto, e mais oi menos uns 4 metros. Eu sempre suspeito desse tipo de ação, sabe Doutor? Já tinha acontecido antes, no mesmo local. O tal suspeito então voltou para a fila, atrás de nós. Eu não sou trouxa sabe doutor? Quando o cara que estava na nossa frente finalizou, me fiz de louca e falei para passar na nossa frente, informando que não encontrara meu cartão na bolsa. Era mentira e meu marido já me olhou meio atravessado, ele acha que eu sou neurótica. Acontece que o suspeito ficou incomodado, sabe? Atrapalhei o plano dele. Deu uma enrolada, finjiu que fez alguma coisa ali no caixa e saiu às pressas, nem finalizou o atendimento. Chamei a atenção dele, informando este fato, mas ele não deu importância. Enquanto eu tirava a grana, meu marido contou que o suspeito foi até a lotérica e, quando estávamos saindo, ele estava retornando ao mercado. Saindo de lá, demos de cara com um motoqueiro muito, muito suspeito. Fomos a uma loja ali ao lado, pegamos o carro e subimos a rua do mercado. Eu lembro que havia pensado em pegar outro caminho, não sei porque não fiz isso. Passamos pelo motoqueiro, que continuava no mesmo lugar, só que falando no celular.
Chegando na primeira esquina, olhei pelo retrovisor e vi o suspeito subir na garupa da moto e daí pensei: 'fudeu'. Acelerei o carro e entrei numas ruazinhas estreitas, meu marido já tava apavorado... Ainda dei umas voltas, tentando despistar os filhos da puta. Tìnhamos que voltar pra casa pra pegar umas coisas e quando comecei a subir a rampa da garagem, adivinha o que estava atrás do nosso carro?
Chegaram metendo o terror. O suspeito falou pra eu lançar a grana e o motoqueiro pegou meu marido pelo braço e entrou com ele dentro de casa. Pegou um note velho, nossos celulares e 300 dólares que estavam embaixo do colchão. Coisa rápida, foi tudo muito rápido. Quando ele saiu, jogou meu marido pro meu lado, ficamos naquele momento de frente para o suspeito que estava obviamente armado. O motoqueiro subiu na moto e gritou ao suspeito: vamos embora! Mas aquele desgraçado queria mais, olhou pra nós dois e disse: e deixo esses babacas viver?
Nessa altura o motoqueiro já estava na porta da garagem e gritou mais uma vez 'vamos'! E o suspeito olhou com uma cara de deboche para nós 2 e deu um tiro no ombro do meu marido seguido de uma risada sarcástica. Doutor, a cólera que tomou conta de mim naquele momento foi indescritível. Quando od esgraçado se virou, saí correndo e me joguei em cima dele e começamos uma luta corporal. Apanhei mas consegui tirar a arma do cretino e não tive dúvidas: descarreguei no filho da puta. E confesso que senti até prazer. O desgraçado tinha atirado no meu marido!!! E por que? Pra que? Já tínhamos dado tudo pra ele, cretino. E é claro que nessa altura o motoqueiro já tinha se mandado, ou o Doutor acha que bandido é parceiro?
Fiquei ali, parada, olhando aquele presunto fresco. Menos um filho da puta pra meter o terror nesse mundo caótico. Eu estava tão empolgada com o meu feito que ainda nem tinha ido olhar como estava meu marido, afinal ele estava baleado! Eu estava realmente hipnotizada... De repente ele com muita dificuldade e sangrando bastante chega perto de mim e fala: vamos fechar o portão! E eu retruquei: que nada, deixa aberto pra todo mundo ver o que deve ser feito com esses filhos da puta. Aproveita e liga pra polícia avisando que tem menos um nas ruas. Fiz um favor pra eles.
A polícia militar chegou, eram uns 4 carros. E eu ainda estava ali parada, olhando o defunto, orgulhosa do meu feito. Os PMs vieram na minha direção e um deles indagou o que havia acontecido. Expliquei e solicitei para chamarem a SAMU pro meu marido. Tudo isso e eu não tirava os olhos do meu troféu. O policial se aproximou um pouco mais e ordenou: 'senhora, solte a arma' soltei e ainda retuquei: 'tudo bem autoridade, tá descarregada mesmo'. Em seguida chegou a SAMU e a vizinhança toda. Também não demorou muito para a imprensa aparecer, aqueles urubus. Ficaram no portão de casa, amontoados feito varejeiras na merda, fazendo o serviço sujo deles. E eu ali, parada, olhando o corpo. Já com o circo armado, duas policiais femininas pediram para eu acompanhá-las até a delegacia, pois tínhamos que registrar o boletim de ocorrência. Olhei ao redor, procurando meu marido. Uma delas me informou que ele já havia sido atendido e encaminhado ao pronto socorro. Antes de entrar na viatura tive que passar por aquele mosquedo e logo um idiota pulou na minha frente: 'Senhora, senhora, por favor, aqui, senhora. A senhora matou um homem s sangue frio?' Aí eu não aguentei, fiquei furiosa! Deu um empurrão no idiota, fiquei cara a cara com ele e gritei: 'que que é, tá com peninha do bandido??? Chama a porra dos direitos humanos então, filho da puta!' Nesse momento uma das PMs me puxou e me socou na viatura.
Desde então, não consegui mais parar Doutor. Fiquei obcecada em tirar esses bandidos das ruas. Consegui duas armas - aliás, não foi nada difícil. Eu saía à noite para ir aos caixas eletrônicos, momento que seria mais perigoso para fazer isso. Eu ia sozinha, pra ser uma presa mais fácil. Fiz isso inúmeras vezes e fui seguida duas, sempre a mesma coisa, uma moto com dois ocupantes. Eu já deixava as armas no banco do passageiro e quando os filhos da puta encostavam ao meu lado e o carona descia, eu já saía atirando, através do vidro mesmo. Era sempre em uma rua deserta, sem testemunhas. Eu fazia de propósito, sabe? Depois, levava o carro pra uma oficina onde os caras não faziam perguntas, era só pedir pra trocar o vidro e pagar. Pegava um taxi, num buteco a umas 3 quadras de lá e quando chegava em casa informava que o carro tinha quebrado e eu havia chamado um guincho. Então era só ligar a TV no outro dia e ver a chamada: motoqueiros executados ontem à noite na cidade.
Sabe Doutor, faz um tempo que as minhas saídas são mal sucedidas. Eu saio praticamente toda a semana, mas nada acontece. E sabe, eu preciso matar. Onde é o banheiro?
Entrou, tirou uma das automáticas da bolsa, colocou o silenciador, passou baton e abriu a maçaneta.
Autor desconhecido.
Chegando na primeira esquina, olhei pelo retrovisor e vi o suspeito subir na garupa da moto e daí pensei: 'fudeu'. Acelerei o carro e entrei numas ruazinhas estreitas, meu marido já tava apavorado... Ainda dei umas voltas, tentando despistar os filhos da puta. Tìnhamos que voltar pra casa pra pegar umas coisas e quando comecei a subir a rampa da garagem, adivinha o que estava atrás do nosso carro?
Chegaram metendo o terror. O suspeito falou pra eu lançar a grana e o motoqueiro pegou meu marido pelo braço e entrou com ele dentro de casa. Pegou um note velho, nossos celulares e 300 dólares que estavam embaixo do colchão. Coisa rápida, foi tudo muito rápido. Quando ele saiu, jogou meu marido pro meu lado, ficamos naquele momento de frente para o suspeito que estava obviamente armado. O motoqueiro subiu na moto e gritou ao suspeito: vamos embora! Mas aquele desgraçado queria mais, olhou pra nós dois e disse: e deixo esses babacas viver?
Nessa altura o motoqueiro já estava na porta da garagem e gritou mais uma vez 'vamos'! E o suspeito olhou com uma cara de deboche para nós 2 e deu um tiro no ombro do meu marido seguido de uma risada sarcástica. Doutor, a cólera que tomou conta de mim naquele momento foi indescritível. Quando od esgraçado se virou, saí correndo e me joguei em cima dele e começamos uma luta corporal. Apanhei mas consegui tirar a arma do cretino e não tive dúvidas: descarreguei no filho da puta. E confesso que senti até prazer. O desgraçado tinha atirado no meu marido!!! E por que? Pra que? Já tínhamos dado tudo pra ele, cretino. E é claro que nessa altura o motoqueiro já tinha se mandado, ou o Doutor acha que bandido é parceiro?
Fiquei ali, parada, olhando aquele presunto fresco. Menos um filho da puta pra meter o terror nesse mundo caótico. Eu estava tão empolgada com o meu feito que ainda nem tinha ido olhar como estava meu marido, afinal ele estava baleado! Eu estava realmente hipnotizada... De repente ele com muita dificuldade e sangrando bastante chega perto de mim e fala: vamos fechar o portão! E eu retruquei: que nada, deixa aberto pra todo mundo ver o que deve ser feito com esses filhos da puta. Aproveita e liga pra polícia avisando que tem menos um nas ruas. Fiz um favor pra eles.
A polícia militar chegou, eram uns 4 carros. E eu ainda estava ali parada, olhando o defunto, orgulhosa do meu feito. Os PMs vieram na minha direção e um deles indagou o que havia acontecido. Expliquei e solicitei para chamarem a SAMU pro meu marido. Tudo isso e eu não tirava os olhos do meu troféu. O policial se aproximou um pouco mais e ordenou: 'senhora, solte a arma' soltei e ainda retuquei: 'tudo bem autoridade, tá descarregada mesmo'. Em seguida chegou a SAMU e a vizinhança toda. Também não demorou muito para a imprensa aparecer, aqueles urubus. Ficaram no portão de casa, amontoados feito varejeiras na merda, fazendo o serviço sujo deles. E eu ali, parada, olhando o corpo. Já com o circo armado, duas policiais femininas pediram para eu acompanhá-las até a delegacia, pois tínhamos que registrar o boletim de ocorrência. Olhei ao redor, procurando meu marido. Uma delas me informou que ele já havia sido atendido e encaminhado ao pronto socorro. Antes de entrar na viatura tive que passar por aquele mosquedo e logo um idiota pulou na minha frente: 'Senhora, senhora, por favor, aqui, senhora. A senhora matou um homem s sangue frio?' Aí eu não aguentei, fiquei furiosa! Deu um empurrão no idiota, fiquei cara a cara com ele e gritei: 'que que é, tá com peninha do bandido??? Chama a porra dos direitos humanos então, filho da puta!' Nesse momento uma das PMs me puxou e me socou na viatura.
Desde então, não consegui mais parar Doutor. Fiquei obcecada em tirar esses bandidos das ruas. Consegui duas armas - aliás, não foi nada difícil. Eu saía à noite para ir aos caixas eletrônicos, momento que seria mais perigoso para fazer isso. Eu ia sozinha, pra ser uma presa mais fácil. Fiz isso inúmeras vezes e fui seguida duas, sempre a mesma coisa, uma moto com dois ocupantes. Eu já deixava as armas no banco do passageiro e quando os filhos da puta encostavam ao meu lado e o carona descia, eu já saía atirando, através do vidro mesmo. Era sempre em uma rua deserta, sem testemunhas. Eu fazia de propósito, sabe? Depois, levava o carro pra uma oficina onde os caras não faziam perguntas, era só pedir pra trocar o vidro e pagar. Pegava um taxi, num buteco a umas 3 quadras de lá e quando chegava em casa informava que o carro tinha quebrado e eu havia chamado um guincho. Então era só ligar a TV no outro dia e ver a chamada: motoqueiros executados ontem à noite na cidade.
Sabe Doutor, faz um tempo que as minhas saídas são mal sucedidas. Eu saio praticamente toda a semana, mas nada acontece. E sabe, eu preciso matar. Onde é o banheiro?
Entrou, tirou uma das automáticas da bolsa, colocou o silenciador, passou baton e abriu a maçaneta.
Autor desconhecido.
11.12.10
Visitando um amigo
Era uma tarde de verão em Forno Alegre e estava teclando com ele. Eu já tinha pedido demissão, curtindo uns dias antes do casório. Recebi um convite para ir até lá - não pensei duas vezes, atravessei a Redenção e peguei o busão Jardim Ipê, foi fácil já que conhecia muito bem aquelas bandas de lá. Fomos até o Claudio pegar umas cevas e depois direto pra casa. Muita piração, papo legal. O Dent é um pirado muito sangue bom. O colorado do cabide também nos fez compania, muito, muito trago mesmo. Fiquei tirando fotos de tudo na casa dele: do escorredor de louça, da geladeira, do banheiro... Viagens pela web, sonhos, planos... Bateu uma baita felicidade hoje, ao teclar com ele, quando me contou que a Banda tá fazendo um tour lá no sul. Do caralho!
Ainda naquele dia, peguei um taxi amigo e desembarquei na Calçada da Fama, pra encontrar umas malucas. Mas agora não lembro se foi nesse dia que tomei o sacrifício...
Sucesso e vida longa pra Cigarro Elétrico!
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@brochaska
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30.11.10
Pesquisa?
- Alou?
- Boa tarde.
- Depende.
- Meu nome é Débora, eu sou da empresa XYZ de pesquisas...
- Nós não queremos responder nenhuma pergunta.
TUTUTUTUTUTUTUTU...
Quando vai parar esse tipo de palhaçada???
Já que a @BiaBonanno ficou revoltada por eu ter destratado uma mulher, da próxima vez que uma infeliz dessas ligar pra cá vou falar: "Só um pouquinho que a minha irmã sapata vai falar contigo.". Se ela não estiver, vai ser: "No momento a minha irmã sapata não está. BEIJO, TCHAU TCHAU!"
- Boa tarde.
- Depende.
- Meu nome é Débora, eu sou da empresa XYZ de pesquisas...
- Nós não queremos responder nenhuma pergunta.
TUTUTUTUTUTUTUTU...
Quando vai parar esse tipo de palhaçada???
Já que a @BiaBonanno ficou revoltada por eu ter destratado uma mulher, da próxima vez que uma infeliz dessas ligar pra cá vou falar: "Só um pouquinho que a minha irmã sapata vai falar contigo.". Se ela não estiver, vai ser: "No momento a minha irmã sapata não está. BEIJO, TCHAU TCHAU!"
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@brochaska
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Direito de resposta
Não citarei nomes e nem endereços da web pois, acima de tudo, tenho o bom senso de não expor o próximo.
Já faz um tempo que um telespectador de um dos programas que participo faz questão de me detonar, sem "papas na língua". Mas essa última "crítica", pelo menos no meu ponto de vista, passou dos limites. Essa vai ser minha primeira e última "resposta", pois não tenho horas sobrando, nem paciência de ficar perdendo meu tempo batendo boca com uma pessoa que, ou não sabe administrar o seu tempo, ou tem tempo demais sobrando mesmo.
Pontos que mais me surpreenderam no último post e respectivos comentários da minha pessoa:
- Quanto aos telefonemas dos meus amigos:
Bah, a capacidade que as pessoas tem em imaginar coisas... Bar??? Eu não estava num bar, hehehe! Eu estava num jantar harmonizado com amigos. O que, aliás, não me falta. Se eu fosse uma pessoa arrogante como esse ser insiste em "divulgar", provavelmente seria diferente. E na boa, meus amigos não me endeusam, simplesmente me curtem. Obviamente sabem que eu participo deste programa e quando tem vontade, ligam e participam também, assim como qualquer outro telespectador.
- Lola deve sair do programa:
Converse com o Diretor. Gosto muito do programa, amo estar lá todas as sexta-feiras, mesmo quando estou quase "sem forças". Se ele (o Diretor) achar que eu realmente não tenho que ficar no programa, não ficarei. E pasme, não vou morrer por causa disso. Tenho várias outras atividades, uma vida corrida e uma mente bem ocupada, sem espaço para ficar "remoendo possíveis derrotas".
-Referência ao meu Blog:
Hehehe! Um leitor?
Em resumo, peço que essa pessoa reflita se toda essa raiva no coração quanto a minha pessoa só pode ser fruto de inveja por uma vida frustrada e/ou desocupada.
Já faz um tempo que um telespectador de um dos programas que participo faz questão de me detonar, sem "papas na língua". Mas essa última "crítica", pelo menos no meu ponto de vista, passou dos limites. Essa vai ser minha primeira e última "resposta", pois não tenho horas sobrando, nem paciência de ficar perdendo meu tempo batendo boca com uma pessoa que, ou não sabe administrar o seu tempo, ou tem tempo demais sobrando mesmo.
Pontos que mais me surpreenderam no último post e respectivos comentários da minha pessoa:
- Quanto aos telefonemas dos meus amigos:
Bah, a capacidade que as pessoas tem em imaginar coisas... Bar??? Eu não estava num bar, hehehe! Eu estava num jantar harmonizado com amigos. O que, aliás, não me falta. Se eu fosse uma pessoa arrogante como esse ser insiste em "divulgar", provavelmente seria diferente. E na boa, meus amigos não me endeusam, simplesmente me curtem. Obviamente sabem que eu participo deste programa e quando tem vontade, ligam e participam também, assim como qualquer outro telespectador.
- Lola deve sair do programa:
Converse com o Diretor. Gosto muito do programa, amo estar lá todas as sexta-feiras, mesmo quando estou quase "sem forças". Se ele (o Diretor) achar que eu realmente não tenho que ficar no programa, não ficarei. E pasme, não vou morrer por causa disso. Tenho várias outras atividades, uma vida corrida e uma mente bem ocupada, sem espaço para ficar "remoendo possíveis derrotas".
-Referência ao meu Blog:
Hehehe! Um leitor?
Em resumo, peço que essa pessoa reflita se toda essa raiva no coração quanto a minha pessoa só pode ser fruto de inveja por uma vida frustrada e/ou desocupada.
Mais uma conversa no msn
Lola diz:
e ae loco
Lola diz:
to no ar
Lola diz:
acessa a rádio aí
Balão Melancia diz:
blz
Balão Melancia diz:
vamos acessar então
Lola diz:
vamos?
Lola diz:
tá grávido?
Balão Melancia diz:
???
Lola diz:
ou tá falando do teu amigo imaginário?
Lola diz:
vamos = terceira pessoa do plural
Lola diz:
ahuhauhauhua
Balão Melancia diz:
1) sempre se deve falar na terceira pessoa para evitar monoteismos
Lola diz:
hauhauhauhauhuahua
Balão Melancia diz:
2) vamos = eu + tu
Lola diz:
como assim loco?
Balão Melancia diz:
heheheheh
Lola diz:
admite que tu tem um amigo imaginário
Lola diz:
outra
Lola diz:
tu falou "vamos"
Lola diz:
eu já estava
Lola diz:
então, essa indicação de futuro não se aplica para mim
Lola diz:
hauhauhauahuahuahua
Lola diz:
te peguei
Balão Melancia diz:
hehehhe
Lola diz:
até que me viraria sem advogado hein
Balão Melancia diz:
na realidade, o vamos significa me juntar a vc
Lola diz:
cara
Balão Melancia diz:
não poderia dizer vou, pois senão não estaria contando com tua compania
Lola diz:
não me enrola!!!!!!!!!!!!!!!!
Lola diz:
tá meu
Lola diz:
eu já tava
Lola diz:
não vem com essas tiradinhas de advogado
Lola diz:
Balão Melancia diz:
tava, mas sem mim
Balão Melancia diz:
comigo, é vamos
Lola diz:
nanananana, nem vem
Lola diz:
até porque tem um "delay"
Lola diz:
ahuahuahuahuahahuhua
Lola diz:
to xarope hjjjjjjjjjjjjjjj
Balão Melancia diz:
o delay é relativo
Lola diz:
tá meu
Lola diz:
tá
Lola diz:
curte o Pink aí
Balão Melancia diz:
significa q ou vc se juntara a mim depois ou eu depois a vc
Lola diz:
tá meu
Lola diz:
não pegamos a mesma espaçonave
Lola diz:
então, não existiu "vamos"
Lola diz:
e sim o ir da lola
Balão Melancia diz:
pra q espaçonave com internet?
Lola diz:
e depois o ir do Melancia
Balão Melancia diz:
dã
Lola diz:
cara
Lola diz:
chame do que quiser
Lola diz:
que mente mais fechada
Lola diz:
Balão Melancia diz:
hahahaha
Lola diz:
hauhauhauhauhua
Lola diz:
me puxei hein?
Balão Melancia diz:
vc q não aceita a desopilação concrética espacial e eu sou mente fechada
Balão Melancia diz:
hahahhaa
Balão Melancia diz:
se a espaçonave lola sai da terra e faz uma parada na lua p q eu possa subir, tá certo q a espaçonave está à caminho de saturno, mas, pelo menos, nós vamos até marte....
Lola diz:
não cara
Lola diz:
a minha espaçonave não fez escala
Lola diz:
nem vem
Lola diz:
perdeu
Lola diz:
hahahahahahahha
Balão Melancia diz:
bah
Balão Melancia diz:
sacanagem
Lola diz:
bah meu
Balão Melancia diz:
não pára nas paradas
Lola diz:
não fica triste porque eu ganhei de ti
Balão Melancia diz:
vou reclamar para a eptc
Lola diz:
hauhauhauhauhua
Balão Melancia diz:
desiste, desiste
Lola diz:
tá falando isso pra ti né
Balão Melancia diz:
meu exemplo foi nocaute
Lola diz:
cara
Lola diz:
tu já tinha perdido
Lola diz:
não tem mais nada de nocaute
Lola diz:
o que está feito está feito
Balão Melancia diz:
não precisa ficar assim, aceita os fatos
Balão Melancia diz:
hehehe
Lola diz:
cara
Lola diz:
aceita tu
Balão Melancia diz:
heheheh
Lola diz:
quer que eu edite algo?
Balão Melancia diz:
só meu nome
Balão Melancia diz:
bota um apelido
Lola diz:
então escolhe um
Balão Melancia diz:
bah
Balão Melancia diz:
tenho tantos nomes pejorativos...
Lola diz:
ahuhauhauhuahua
Balão Melancia diz:
bota ai.... Melancia...
Lola diz:
o que tu quiser
Balão Melancia diz:
o mais odioso deles
Balão Melancia diz:
hehheheh
Balão Melancia diz:
melhor: bota Balão
Balão Melancia diz:
"Balão"
Lola diz:
Tá
Lola diz:
"Balão Melancia, que tal?"
Balão Melancia diz:
não, não
Balão Melancia diz:
seria retundancia
Balão Melancia diz:
bota só Balão
Balão Melancia diz:
posso dar um conselho no teu post?
Balão Melancia diz:
ahh, esquece.... heheheh
Lola diz:
ahuhauhauuah
Lola diz:
fala
Lola diz:
tá, Balão ou Melancia?
Lola diz:
ahá, tu faz agachamento pra fucar bundudo né?
Balão Melancia diz:
agacho mal feito pega só bunda msm...
Lola diz:
ahuhauhahuahuahuahuhuahuahu
Lola diz:
tu ainda coloca aqueles implantes no braço?
Balão Melancia diz:
essa conversa não será publicada né?
Balão Melancia diz:
os implantes estão desmanchando
Lola diz:
como é isso?
Balão Melancia diz:
na realidade, são fibroses
Lola diz:
hum
Balão Melancia diz:
q desmancham c o tempo
Balão Melancia diz:
tão uns carocinhos e desmanchando...
Lola diz:
ah bom, pára de colocar essas porcarias dentro de ti
Lola diz:
que tá achando do som?
Balão Melancia diz:
já larguei há muito tempo
Balão Melancia diz:
bah, acho q mais d 5 anos
Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki? - Arnaldo Baptista
Cê Tá Pensando Que Eu Sou Loki?
Arnaldo Baptista
Composição: Arnaldo Baptista
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
Sou malandro velho
Não tenho nada com isso
A gente andou
A gente queimou
Muita coisa por aí
Ficamos até mesmo todos juntos
Reunidos numa pessoa só
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
Eu sou velho mas gosto de viajar por aí
Cilibrina pra cá
Cilibrina pra lá
Eu sou velho, mas gosto de viajar...
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
So malandro velho
Não se mete no enguiço
Pra quem não sabe, cilibrina é mais um nome carinhoso para a 'erva'.
Arnaldo Baptista
Composição: Arnaldo Baptista
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
Sou malandro velho
Não tenho nada com isso
A gente andou
A gente queimou
Muita coisa por aí
Ficamos até mesmo todos juntos
Reunidos numa pessoa só
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
Eu sou velho mas gosto de viajar por aí
Cilibrina pra cá
Cilibrina pra lá
Eu sou velho, mas gosto de viajar...
Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?
So malandro velho
Não se mete no enguiço
Pra quem não sabe, cilibrina é mais um nome carinhoso para a 'erva'.
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O Amanhecer de Jack
Com a cabeça pesada levantou-se da cama e foi em direção ao banheiro, seu rosto estava pálido e sua aparência era péssima, como se não tivesse dormido a noite inteira. Jogou água fria no rosto, escovou os dentes e se olhou no espelho mais uma vez, seus olhos estavam negros como nunca antes, seu rosto pálido estava marcado apenas pelo fio de sangue escorrendo pelo seu nariz. Sem entender estancou o sangue com papel higiênico e foi procurar algum remédio para tomar, não sabia exatamente o que procurava, só saberia quando encontrar.
Seu abdomem doia, como se tivesse feito várias flexões, nesse instante um forte gosto amargo surgiu em sua boca, e antes que pudesse se virar para o vaso sanitário, abriu a boca e expeliu uma sopa rala de água com alguma coisa que não conseguiu distinguir. Braços enfraquecidos e a cabeça sem entender nada do que estava acontecendo ali.
Após limpar aquela sujeira toda pensou no que poderia ter causado aquele desconforto, no dia seguinte não tinha comido nada de diferente, tentou se lembrar, foi em vão. Alguns flashs aconteceram, se viu andando pela rua de sua casa quando um carro parou ao seu lado e pediu uma informação, em seguida estava em sua casa discutindo com a namorada pelo telefone, e no ultimo flash estava sentado em uma sala vazia com um lousa em sua frente, não tinha nada escrito e contra a sua vontade foi até ela e começou a escrever fórmulas que nunca tinha visto antes. Não sabia como tinha chegado até sua casa, nem quando tinha saído para caminhar muito menos como começou a briga com a namorada e quem diria como chegou até aquela sala.
Em meio a tantos pensamentos e lembranças esquecidas sua mente estava trabalhando muito e com isso ficou muito cansado, sentou-se na poltrona da sala, uma poltrona velha, verde musgo, tinha um rasgo no encosto e um furo, provavelmente feito com a ponta de um cigarro. O desconforto passou por um instante e antes que pudesse perceber que tinha passado uma pontada o atingiu como um soco na boca de seu estômago.
Correndo, foi até o telefone ligar para pedir uma ambulancia e antes de conseguir tirar o telefone do gancho ele tocou.
Assustado, acordou com o barulho do despertador e uma forte dor de cabeça.
By C.Fox
Seu abdomem doia, como se tivesse feito várias flexões, nesse instante um forte gosto amargo surgiu em sua boca, e antes que pudesse se virar para o vaso sanitário, abriu a boca e expeliu uma sopa rala de água com alguma coisa que não conseguiu distinguir. Braços enfraquecidos e a cabeça sem entender nada do que estava acontecendo ali.
Após limpar aquela sujeira toda pensou no que poderia ter causado aquele desconforto, no dia seguinte não tinha comido nada de diferente, tentou se lembrar, foi em vão. Alguns flashs aconteceram, se viu andando pela rua de sua casa quando um carro parou ao seu lado e pediu uma informação, em seguida estava em sua casa discutindo com a namorada pelo telefone, e no ultimo flash estava sentado em uma sala vazia com um lousa em sua frente, não tinha nada escrito e contra a sua vontade foi até ela e começou a escrever fórmulas que nunca tinha visto antes. Não sabia como tinha chegado até sua casa, nem quando tinha saído para caminhar muito menos como começou a briga com a namorada e quem diria como chegou até aquela sala.
Em meio a tantos pensamentos e lembranças esquecidas sua mente estava trabalhando muito e com isso ficou muito cansado, sentou-se na poltrona da sala, uma poltrona velha, verde musgo, tinha um rasgo no encosto e um furo, provavelmente feito com a ponta de um cigarro. O desconforto passou por um instante e antes que pudesse perceber que tinha passado uma pontada o atingiu como um soco na boca de seu estômago.
Correndo, foi até o telefone ligar para pedir uma ambulancia e antes de conseguir tirar o telefone do gancho ele tocou.
Assustado, acordou com o barulho do despertador e uma forte dor de cabeça.
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2:17 PM
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O Natal de Jack
Então é natal...
As luzes verdes e vermelhas piscam iluminando uma árvore enfeitada para o dia de natal. Alguns embrulhos brilhantes estavam sobre o carpete bem aos pés da árvore. A mesa de centro estava sendo enfeitada por um castiçal com três velas vermelhas e brilho dourado, na porta da frente uma enorme guirlanda feita com galhos e folhas de uva, o dinheiro era curto e tinha que improvisar, algumas pinhas e um anjo loiro com asas grandes e brancas montavam a guirlanda improvisada. Na noite de natal, levantou-se cedo, ao sair do quarto procurou o chinelo pela sala, não encontrou, descalço seguiu até a cozinha. Passou a mão pela cortina de miçangas que separa a sala da cozinha para poder passar sem se enroscar. Tratou te tirar o frango do congelador, colocou-o dentro de uma panela grande com agua para descongelar, foi até o velho rádio e colocou o velho cd Led Zeppelin II, abriu uma cerveja e assim ficou pronto para começar a preparar a ceia de natal.
By C.Fox
As luzes verdes e vermelhas piscam iluminando uma árvore enfeitada para o dia de natal. Alguns embrulhos brilhantes estavam sobre o carpete bem aos pés da árvore. A mesa de centro estava sendo enfeitada por um castiçal com três velas vermelhas e brilho dourado, na porta da frente uma enorme guirlanda feita com galhos e folhas de uva, o dinheiro era curto e tinha que improvisar, algumas pinhas e um anjo loiro com asas grandes e brancas montavam a guirlanda improvisada. Na noite de natal, levantou-se cedo, ao sair do quarto procurou o chinelo pela sala, não encontrou, descalço seguiu até a cozinha. Passou a mão pela cortina de miçangas que separa a sala da cozinha para poder passar sem se enroscar. Tratou te tirar o frango do congelador, colocou-o dentro de uma panela grande com agua para descongelar, foi até o velho rádio e colocou o velho cd Led Zeppelin II, abriu uma cerveja e assim ficou pronto para começar a preparar a ceia de natal.
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Jack
Jack entrou pela janela de seu quarto iluminado apenas pelos raios lunares que chegavam junto com ele. Até bem pouco Jack estava andando sem destino pelas ruas da cidade vazia em um de seus passeios secretos, acompanhado apenas de um par de chinelos de dedo.
Cabelos ao vento, respiração curta e uma enorme vontade de socar o primeiro que aparecesse pela frente. Tinha aquela raiva reprimida dentro de si, e mesmo que não soubesse isso o consumia cada vez mais.
Já deitado em sua cama, olhou a sua volta e viu o violão encostado no canto, pensou em pega-lo para tocar, mas preferiu deixar isso para outra hora, não queria atrapalhar o sono de sua mãe. Adormeceu.
Céu azul, poucas nuvens manchando aquele cenário, os raios solares invadiram o quarto e bateram no seu rosto. Meio atordoado, levantou-se e foi se arrumar, tinha muito o que fazer. Aos poucos foi em direção a cozinha e lá estava sua mãe com um copo de café e uma torrada nas mãos.
-Onde esteve ontem? interroga sua mãe sem demonstrar muita precocupação.
-Por ai, senti um pouco de falta de ar, quis sair um pouco.
-Tome cuidado, depois de uma certa hora as ruas ficam perigosas, já conversamos sobre isso. E outra você não acha que tem tempo sufi....
A partir desse momento sua mente já estava em outro lugar. Imaginou um escritório com movéis em tons escuros, uma luminária verde em cima da enorme mesa de trabalho, e de longe se reconheceu do outro lado da mesa, com ar preocupado olhava para uma faca com cabo de madeira entalhado alguns dizeres que não sabia o que significava e a morte ao seu lado segurando sua foice sussurrava algumas palavras em seu ouvido. Pegou a faca de cima da mesa segurou firme em suas mãos e a levou em direção ao pescoço, um fio de sangue escorreu e com um gesto bruto puxou a faca abrindo um corte profundo em sua carganta. O sangue se espalhou pelo escritorio todo, a morte segurou pelo seu cabelo arrancando-lhe a cabeça do corpo e saiu rindo atravenssando a parece.
O ar saiu do peito como em um grito "Não!". Sua mãe olhou assustada, deixou cair o copo no chão e parou de falar bem na hora que estava contando sobre o filho de uma vizinha que fora sequestrado enquanto brincava no parque.
-Desculpa, não sei o que direito foi isso, parecia que estava vendo um filme muito real dentro de minha cabeça.
-Filho, você tem usado drogas?
-Não, não. Você sabe que eu não faria nada assim. Isso foi só um sonho.
-Tome seu café e vá arrumar seu quarto.
O relacionamento de Jack com sua mãe era tranquilo, ela não demonstrava preocupação por ele, e ele não dava muito trabalho. Trabalhava para um senhor em uma marcenaria pela manha até de tarde, e a noite ia para a faculdade onde fazia Física e queria trabalhar como pesquisador, acreditava que tem muito ainda para ser descoberto e estudato e era ele quem iria fazer tudo isso. Seu pai tinha falecido a pouco tempo, por isso sua mãe achava que essas saídas noturnas eram normais.
Tinham uma casa simples, alguns quadros pela parede, barcos, rostos e paisagens enfeitavam a casa, sua mãe mesmo que pintara. Os móveis eram em tons escuros, geralmente mogno. Era uma casa comum com pessoas comuns, como deveria ser.
Terminou seu café e saiu para trabalhar, na marcenaria o trabalho era tranquilo. Cortava e lixava madeiras de forma automática, quando ligava a máquina aquele barulho o tirava da realidade e a partir de então ele se tornava um robo e seus pensamentos passeavam pela sua mente. Nas horas vagas pegava alguns pedaços de madeira e construia algumas peças como carros de brinquedo, casas de boneca e o seu mais novo e preferido tinha sido um violão formado com uma caixa velha e um cabo para fazer o braço, se morasse no Mississipi falaria que era uma Cigar-box-guitar, mas apenas a chamava de violão.
Quando deu conta já estava na hora de ir embora, nisso seu chefe já não estava mais, teria que esperar então ele voltar para não deixar a oficina sozinha, aproveitou para trabalhar em alguma peça nova. Não conseguiu, quando olhou para aquele violão formado por madeira velha parou de pensar em qualquer outra coisa e foi ver o que poderia fazer com ele. Olhou em volta procurando alguma coisa que poderia fazer como corda, não encontrou nada por ali, lembrou-se da velha caixa de pesca que seu chefe guardava na oficina. Pegou algumas linhas de expessuras diferentes e assim fez um tipo de violão com 4 cordas, apesar de ja saber tocar violão, não muito bem, aquilo era diferente, era uma maneira diferente de fazer musica, era uma maneira diferente de entrar em transe e sumir. Afinou ruidosamente as 4 cordas de pescar, a acústica era grotescamente ruim, mesmo assim não tirou o fascínio do garoto, suas primeiras notas foram alguns acordes de um blues que tinha aprendido no violão. Sem se dar conta seu chefe já tinha chegado e estava parado na porta da oficina obsevando com cuidado tudo que o garoto fazia.
- Jack, você deveria ir agora se não quiser perder hora para a faculdade.
- Sr. Isaac, não tinha visto o senhor, estava só esperando o senhor chegar para eu poder ir embora, hoje não posso perder aula, tenho algumas coisas importantes para resolver na escola. - Jack tinha essa mania de chamar a faculdade de escola, não gostava da ideia de chamar aquele lugar de faculdade como os outros jovens só para parecerem mais maneiros.
-Tudo bem, pode ir agora.
A oficina funcionava na garagem do seu chefe, Sr. Isaac. Ele é um bom homem, sem esposa, sem filhos, apenas ele e a oficina. Não comentou nada com o garoto, mas sentiu um enorme prazer em ve-lo tocando uns instrumento que tinha feito com as proprias mãos, já tinha feito algo assim, porem com seus dedos curtos e travados não o deixaram fazer mais que barulho.
By C.Fox
Cabelos ao vento, respiração curta e uma enorme vontade de socar o primeiro que aparecesse pela frente. Tinha aquela raiva reprimida dentro de si, e mesmo que não soubesse isso o consumia cada vez mais.
Já deitado em sua cama, olhou a sua volta e viu o violão encostado no canto, pensou em pega-lo para tocar, mas preferiu deixar isso para outra hora, não queria atrapalhar o sono de sua mãe. Adormeceu.
Céu azul, poucas nuvens manchando aquele cenário, os raios solares invadiram o quarto e bateram no seu rosto. Meio atordoado, levantou-se e foi se arrumar, tinha muito o que fazer. Aos poucos foi em direção a cozinha e lá estava sua mãe com um copo de café e uma torrada nas mãos.
-Onde esteve ontem? interroga sua mãe sem demonstrar muita precocupação.
-Por ai, senti um pouco de falta de ar, quis sair um pouco.
-Tome cuidado, depois de uma certa hora as ruas ficam perigosas, já conversamos sobre isso. E outra você não acha que tem tempo sufi....
A partir desse momento sua mente já estava em outro lugar. Imaginou um escritório com movéis em tons escuros, uma luminária verde em cima da enorme mesa de trabalho, e de longe se reconheceu do outro lado da mesa, com ar preocupado olhava para uma faca com cabo de madeira entalhado alguns dizeres que não sabia o que significava e a morte ao seu lado segurando sua foice sussurrava algumas palavras em seu ouvido. Pegou a faca de cima da mesa segurou firme em suas mãos e a levou em direção ao pescoço, um fio de sangue escorreu e com um gesto bruto puxou a faca abrindo um corte profundo em sua carganta. O sangue se espalhou pelo escritorio todo, a morte segurou pelo seu cabelo arrancando-lhe a cabeça do corpo e saiu rindo atravenssando a parece.
O ar saiu do peito como em um grito "Não!". Sua mãe olhou assustada, deixou cair o copo no chão e parou de falar bem na hora que estava contando sobre o filho de uma vizinha que fora sequestrado enquanto brincava no parque.
-Desculpa, não sei o que direito foi isso, parecia que estava vendo um filme muito real dentro de minha cabeça.
-Filho, você tem usado drogas?
-Não, não. Você sabe que eu não faria nada assim. Isso foi só um sonho.
-Tome seu café e vá arrumar seu quarto.
O relacionamento de Jack com sua mãe era tranquilo, ela não demonstrava preocupação por ele, e ele não dava muito trabalho. Trabalhava para um senhor em uma marcenaria pela manha até de tarde, e a noite ia para a faculdade onde fazia Física e queria trabalhar como pesquisador, acreditava que tem muito ainda para ser descoberto e estudato e era ele quem iria fazer tudo isso. Seu pai tinha falecido a pouco tempo, por isso sua mãe achava que essas saídas noturnas eram normais.
Tinham uma casa simples, alguns quadros pela parede, barcos, rostos e paisagens enfeitavam a casa, sua mãe mesmo que pintara. Os móveis eram em tons escuros, geralmente mogno. Era uma casa comum com pessoas comuns, como deveria ser.
Terminou seu café e saiu para trabalhar, na marcenaria o trabalho era tranquilo. Cortava e lixava madeiras de forma automática, quando ligava a máquina aquele barulho o tirava da realidade e a partir de então ele se tornava um robo e seus pensamentos passeavam pela sua mente. Nas horas vagas pegava alguns pedaços de madeira e construia algumas peças como carros de brinquedo, casas de boneca e o seu mais novo e preferido tinha sido um violão formado com uma caixa velha e um cabo para fazer o braço, se morasse no Mississipi falaria que era uma Cigar-box-guitar, mas apenas a chamava de violão.
Quando deu conta já estava na hora de ir embora, nisso seu chefe já não estava mais, teria que esperar então ele voltar para não deixar a oficina sozinha, aproveitou para trabalhar em alguma peça nova. Não conseguiu, quando olhou para aquele violão formado por madeira velha parou de pensar em qualquer outra coisa e foi ver o que poderia fazer com ele. Olhou em volta procurando alguma coisa que poderia fazer como corda, não encontrou nada por ali, lembrou-se da velha caixa de pesca que seu chefe guardava na oficina. Pegou algumas linhas de expessuras diferentes e assim fez um tipo de violão com 4 cordas, apesar de ja saber tocar violão, não muito bem, aquilo era diferente, era uma maneira diferente de fazer musica, era uma maneira diferente de entrar em transe e sumir. Afinou ruidosamente as 4 cordas de pescar, a acústica era grotescamente ruim, mesmo assim não tirou o fascínio do garoto, suas primeiras notas foram alguns acordes de um blues que tinha aprendido no violão. Sem se dar conta seu chefe já tinha chegado e estava parado na porta da oficina obsevando com cuidado tudo que o garoto fazia.
- Jack, você deveria ir agora se não quiser perder hora para a faculdade.
- Sr. Isaac, não tinha visto o senhor, estava só esperando o senhor chegar para eu poder ir embora, hoje não posso perder aula, tenho algumas coisas importantes para resolver na escola. - Jack tinha essa mania de chamar a faculdade de escola, não gostava da ideia de chamar aquele lugar de faculdade como os outros jovens só para parecerem mais maneiros.
-Tudo bem, pode ir agora.
A oficina funcionava na garagem do seu chefe, Sr. Isaac. Ele é um bom homem, sem esposa, sem filhos, apenas ele e a oficina. Não comentou nada com o garoto, mas sentiu um enorme prazer em ve-lo tocando uns instrumento que tinha feito com as proprias mãos, já tinha feito algo assim, porem com seus dedos curtos e travados não o deixaram fazer mais que barulho.
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C.Fox
24.11.10
A Montanha
É uma longa escalada
A subida é ingreme e dura
Cai chuva
Venta
O sol queima
Às vezes para, desiste
Mas logo vai adiante...
E, no fim, chegando ao topo
Vem a recompensa
E, olhando para baixo,
E vendo tudo aquilo
Só vem um pensamento: "Por que não cheguei antes..."
Fidalgo Teixeira 10.12.1997
A subida é ingreme e dura
Cai chuva
Venta
O sol queima
Às vezes para, desiste
Mas logo vai adiante...
E, no fim, chegando ao topo
Vem a recompensa
E, olhando para baixo,
E vendo tudo aquilo
Só vem um pensamento: "Por que não cheguei antes..."
Fidalgo Teixeira 10.12.1997
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Silêncio entre o trio sentado à mesa. Olhares que rodam a mmultidão e de vez em quando encontram-se, pouco à vontade.
Clarissa? Não, Clarissa não pensa em nada ou talvez pense em tudo... É terrestramente impossível saber o que passa nos pensamentos dela, portanto, nunca se sabe o que vai sair daquela boca. Sempre será uma surpresa. A impressão que ela passa é: "Estou só a fim de fumar, então, desde que eu tenha sempre dois maços de cigarro e fogo na bolsa, beleza. Então, me deixa em paz curtindo a minha nicotina, cai fora."
Luciana? Caríssimos, Luciana está tão interessada em 'caçar' um homem que simplesmente não vai gastar energia emitindo algum tipo de som. Além do mais, para fazer-se entender em meio a toda aquela música pelas companheiras de mesa, teria que gastar muita energia. Não, não, seria um grande desperdício. Todo cuidado é pouco...
Silvia? Ah, Silvia... Nesse exato momento ela pergunta pro cara lá em cima por que o namorado dela é tão sociável e tem tantoa amigos, pior, amigos 'bola murcha'. "Que maravilha: ele lá, enchendo a cara com aquele bando de 'punheteiro' e eu aqui, com essas duas piradas... Eu mereço!"
Bah, e eu vestida desse jeito... De longo, cheia de anéis, isso não tem nada a ver comigo! E isso não é preto!
Ah, é verdade...
Clarissa? Não, Clarissa não pensa em nada ou talvez pense em tudo... É terrestramente impossível saber o que passa nos pensamentos dela, portanto, nunca se sabe o que vai sair daquela boca. Sempre será uma surpresa. A impressão que ela passa é: "Estou só a fim de fumar, então, desde que eu tenha sempre dois maços de cigarro e fogo na bolsa, beleza. Então, me deixa em paz curtindo a minha nicotina, cai fora."
Luciana? Caríssimos, Luciana está tão interessada em 'caçar' um homem que simplesmente não vai gastar energia emitindo algum tipo de som. Além do mais, para fazer-se entender em meio a toda aquela música pelas companheiras de mesa, teria que gastar muita energia. Não, não, seria um grande desperdício. Todo cuidado é pouco...
Silvia? Ah, Silvia... Nesse exato momento ela pergunta pro cara lá em cima por que o namorado dela é tão sociável e tem tantoa amigos, pior, amigos 'bola murcha'. "Que maravilha: ele lá, enchendo a cara com aquele bando de 'punheteiro' e eu aqui, com essas duas piradas... Eu mereço!"
Bah, e eu vestida desse jeito... De longo, cheia de anéis, isso não tem nada a ver comigo! E isso não é preto!
Ah, é verdade...
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Pensamento de um dia qualquer
"Parece que essas pessoas saíram de dentro de um computador... Inclusive nós."
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15.11.10
Pensamento de Jack
Pressão, com suas várias definições, físicas, médicas e até mesmo sexuais, é a maneira mais cruel de nos mostrar que estamos vivos. Imprime uma enorme força em sua área mais frágil, te pega despreparado, enquanto seus pés não estão firmes no chão. Como uma queda, um chute ou o acordar desesperado procurando por um rosto amigo que não está ali, nunca esteve. Nessas horas falta o ar, faltam palavras, sobra tempo suficiente para não aguentar e explodir.
By C.Fox
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30.10.10
Pensamento do dia 30.10.2010
Já que tamos fudidos, eu queria estar num harem....
By RT
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8:00 AM
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29.10.10
Ovo de Codorna
Estava eu aqui pensando como será o Observatório Brochaskiano VS # 2 e...
Evandro Campanhã [Cheyenne] says (13:59):
de onde você tirou esse nome?
@brochaska (bah) durona e pirada says (13:59):
ah
isso é uma longa história
:P
Evandro Campanhã [Cheyenne] says (13:59):
conta ai vai, tô curioso
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:00):
mas dá pra ter uma idéia por aqui: http://brochaska.blogspot.com/p/about.html
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:03):
e pergunte o que achar que faltar ;)
...
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:19):
foi esclarecedor?
Evandro Campanhã [Cheyenne] says (14:19):
muito
você sempre foi, e e será a doida mais charmosa do mundo
heheh
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:20):
hahahahaha
ah é? :P
não me lembro de ser maluca já naquela época :P
eu era muito enrustidA :P
...
Doors é um som muito chapante. Escutando algumas músicas lembrei de uma passagem em 2008, um cover da banda em um dos lugares mais undergrouns da cidade onde morava. Muito trago e loucura foram suficientes para que eu me juntasse a duas desconhecidas igualmente piradas na festa. Dançamos e nos entorpecemos a noite inteira... A cara de pau permitiu-me tomar uns goles do Jack Daniel's e dar uns pegas no cigarrinho que estava na posse da reencarnação do Jim Morrison. Vem à minha cabeça a imagem do Jim conversando com o índio...
...
No ano seguinte, esta mesma reencarnação do Jim Morrison foi meu colega de rádio.
O mundo é um ovo - de codorna.
The Doors - The Soft Parade - The Soft Parade
Evandro Campanhã [Cheyenne] says (13:59):
de onde você tirou esse nome?
@brochaska (bah) durona e pirada says (13:59):
ah
isso é uma longa história
:P
Evandro Campanhã [Cheyenne] says (13:59):
conta ai vai, tô curioso
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:00):
mas dá pra ter uma idéia por aqui: http://brochaska.blogspot.com/p/about.html
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:03):
e pergunte o que achar que faltar ;)
...
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:19):
foi esclarecedor?
Evandro Campanhã [Cheyenne] says (14:19):
muito
você sempre foi, e e será a doida mais charmosa do mundo
heheh
@brochaska (bah) durona e pirada says (14:20):
hahahahaha
ah é? :P
não me lembro de ser maluca já naquela época :P
eu era muito enrustidA :P
...
Doors é um som muito chapante. Escutando algumas músicas lembrei de uma passagem em 2008, um cover da banda em um dos lugares mais undergrouns da cidade onde morava. Muito trago e loucura foram suficientes para que eu me juntasse a duas desconhecidas igualmente piradas na festa. Dançamos e nos entorpecemos a noite inteira... A cara de pau permitiu-me tomar uns goles do Jack Daniel's e dar uns pegas no cigarrinho que estava na posse da reencarnação do Jim Morrison. Vem à minha cabeça a imagem do Jim conversando com o índio...
...
No ano seguinte, esta mesma reencarnação do Jim Morrison foi meu colega de rádio.
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Pensamento do dia 29.10.2010
Vou entrar no esquema pela porta dos fundos. E quando os caretas se derem conta, será tarde demais pra me tirar de lá.
By Lola Brochaska
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